Trilogia Shakespeariana
Páginas: 144 Cores: Não Capa dura: Sim Formato: 195 x 270 ISBN: 978-989-3653-69-2
Sinopse
Nesta magnífica antologia das suas obras shakespearianas, Gianni De Luca e Sigma transpõem três das mais populares peças do génio inglês: A tempestade, Hamlet e Romeu e Julieta. Em cada uma delas, a força inovadora da arte de Gianni De Luca salta aos olhos e mostra com clareza porque o autor se tornou um dos mestres da potente escola italiana de fumetti, sendo citado por grandes nomes como Frank Miller, Bill Sienckewicz e Dave McKean, como fonte de inspiração. Shakespeare é extremamente difícil de transpor para a BD, já que tudo nele assenta em cenários minimalistas e no poder da palavra e do gesto. Basta pensar no famoso solilóquio de Hamlet no início do terceiro acto, mas De Luca encontra aqui uma solução gráfica simples e revolucionária para representar o passar do tempo, que não é representado através de uma divisão em vinhetas, mas sim pelo reaparecimento frequente das personagens em posições diferentes num cenário fixo, criando um efeito ao mesmo tempo teatral e surpreendentemente dinâmico. Este volume inclui um dossier completo assinado por Pedro Moura, sobre o autor e o seu lugar na história dos fumetti, e sobre as peças de Shakespeare aqui apresentadas.
Passados 50 anos da sua publicação original, a Levoir, a Seita e o jornal Público uniram-se para apresentar aos leitores portugueses a obra de Gianni De Luca, Trilogia Shakespeariana. Gianni de Luca nasceu em Gagliato, na Calábria, foi desenhador, ilustrador, pintor e gravador, considerado um dos maiores mestres italianos da banda desenhada, dotado de uma elegância gráfica que caracterizou toda a sua obra, e capaz de uma pesquisa estilística contínua que, ao experimentar novas soluções gráficas, o tornou num dos artistas italianos mais inovadores de sempre no cenário internacional. De Setembro de 1975 a Dezembro de 1976, o semanário Il Giornalino publicou A Tempestade, Hamlet e Romeu e Julieta, em BD. De Luca não esteve sozinho, as adaptações são assinadas por Sigma, pseudónimo de Raoul Traverso. Por serem histórias mundialmente conhecidas, não há surpresas… a não ser quando se trata da forma excepcional da planificação e do desenho desta obra.


