Lucky Luke: Os Indomados

Autores: BlutchColecção: Lucky Luke visto por...
Páginas: 72 Cores: Sim Capa dura: Sim Formato: 215 x 285 mm ISBN: 978-989-9202-21-4

17,90 

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Sinopse

Pobre cowboy solitário, longe do seu lar…

Para Lucky Luke, é o descanso. Uma última missão, e finalmente a paz… Pelo menos é nisso que acredita, antes de uma miúda obstinada o ameaçar com uma arma, gritando “Mãos para cima, coiote!” Lucky Luke vai descobrir que esta menina, Rose, vive sozinha numa cabana isolada com o seu irmão Casper, depois dos seus pais terem desaparecido. Lucky Luke decide levá-los de volta ao xerife da cidade… Mas rapidamente percebe que até lá terá de brincar às “amas” com estas crianças particularmente endiabradas! Um papel totalmente inesperado para ele…

 

Blutch é um dos maiores nomes da banda desenhada franco-belga, vencedor do Grande Prémio da cidade de Angoulême, que cultiva uma visão algo alternativa e sonhadora na nona arte. Com este álbum, presta homenagem a uma das suas personagens preferidas, que o ajudou a definir-se como autor, numa história original e invulgar, em que o cowboy que “dispara mais depressa do que a sua própria sombra” é promovido a “cara pálida que atira primeiro e vê depois”!

 

Os Indomados é mais uma das homenagens a Lucky Luke, em que a Lucky Comics tem sido pródiga, e talvez uma das mais sensíveis e mais certeiras na sua vontade de reencontrar o espírito de Morris e dos álbuns originais da série, comparando com os outros álbuns da nossa colecção Lucky Luke visto por… Cheia de piscares de olhos aos livros de Morris e de Goscinny, e cheio de personagens divertidos, desde os dois endiabrados miúdos que vão tornar a vida de Lucky Luke infernal, aos xerifes mais preocupados com a burocracia e a papelada, passando pelo índio que rebaptiza o nosso herói e pelo gang de bandidos clássicos, este álbum é talvez o mais próximo dos originais, num desenho ao mesmo tempo clássico, mas subtilmente cheio do traço mais aventuroso de Blutch. Blutch que admite ter colocado em cena os seus próprios filhos, incluindo o seu mais novo, autista, que inspira a desarmante personagem de Casper. Este é talvez um dos mais conseguidos álbuns de homenagem a Lucky Luke, por um dos grandes autores contemporâneos.

 

Como sempre, a nossa edição inclui um extenso caderno de extras, inédito na versão francesa, com esboços, exemplos de planificação, uma biografia e uma entrevista com o autor. Mais ainda, e de especial interesse para os fãs da Blutch (ou para aqueles que acabam de descobrir a sua obra), incluímos uma história curta de 5 páginas criada em 1989, de Pecos Jim, uma personagem de western, num episódio em que ele se encontra com um tal de… Luke, o Sortudo! Deste álbum fizeram-se duas edições distintas, uma normal, e uma com uma capa exclusiva da Wook, de 200 exemplares, 100 dos quais serão vendidos numa caixa que inclui um ex-libris e dois prints, numerados de 1 a 100.

 

Christian Hincker, conhecido por Blutch, nasceu em 1967, tendo-se formado em artes decorativas. Publicou as suas primeiras bandas desenhadas em revistas como a Fluide Glacial, Lapin, e na revista (A Suivre). Depois de alguns álbuns soltos, Blutch irá emancipar-se do registo humorístico ao adaptar o Satyricon, de Petronius. Seguem-se vários álbuns com temas muito variados, desde o registo autobiográfico, como Le Petit Christian, no qual retratou as memórias da sua infância na Alsácia, até ao western, com Rancho Bravo (com argumento de Jean-Louis Capron). Em 2000, o seu livro Blatch é premiado com o Alph-Art Humor no festival de Angoulême, e dois anos depois será Vitesse moderne a ganhar o prémio internacional Töpffer, atribuído pela cidade de Genebra. Publicou depois álbuns muito diferentes, sempre surpreendentes, como um episódio de Dungeon Monsters, o épico de fantasia humorística de Joann Sfar e Lewis Trondheim, ou livros como Total Jazz, C’tait le Bonheur, La Volupté, e muitos outros.  Em 2009, venceu o Grande Prémio de Angoulême. Em 2020, Blutch revela mais uma faceta do seu universo criativo com Mais où est Kiki?, um álbum da série Tif et Tondu, escrito pelo seu irmão Robber. Este álbum inesperado impressiona a crítica e o público em geral. E em 2023, vai fazer as delícias dos fãs do “homem que dispara mais rápido que a sua sombra”, com este Os Indomados, uma aventura subtil e hilariante da coleção Lucky Luke visto por…  A par do seu trabalho na banda desenhada, Blutch ilustra obras para crianças, explorando inúmeras técnicas ao serviço de universos gráficos muito diversos, e é também, ocasionalmente, ilustrador de cinema (criou três cartazes para Alain Resnais) e de música (devemos-lhe os cartazes do festival de jazz Banlieues bleues).