Dylan Dog vol. 8: Memórias do Invisível
Páginas: 112 Cores: Não Capa dura: Sim Formato: 165 x 235 ISBN: 978-989-9202-90-0
Sinopse
Criado por Tiziano Sclavi, DYLAN DOG é o célebre investigador do paranormal, o detective do pesadelo, uma das mais conhecidas personagens de BD de sempre, cujas aventuras ao mesmo tempo aterradoras, inquietantes e melancólicas, têm encantado leitores – e leitoras – em todo o mundo. Há memórias que se recusam a desaparecer. Quando o invisível ganha forma, Dylan Dog é chamado a investigar um caso inquietante onde o limite entre o real e o imaginário se dissolve perigosamente, numa história perturbadora e melancólica, que explora a fragilidade da mente humana. Entre aquilo em que acreditamos e aquilo em que escolhemos acreditar, ergue-se uma realidade ambígua e sombria, em que Dylan Dog terá de enfrentar a inquietante possibilidade de que o verdadeiro horror reside precisamente naquilo que não conseguimos ver, no invisível…. Que nunca deixa de existir.
Tiziano Sclavi nasceu em Broni, em 1953, envolto por paisagens de estradas silenciosas e invernos longos, o que viria a moldar o seu imaginário. Desde cedo, refugiou‑se nos livros e descobriu o prazer da escrita, vencendo concursos escolares e enchendo cadernos com histórias inquietantes. Em Milão, nos anos 1970, mergulhou definitivamente no mundo da banda desenhada, escrevendo para o Corriere dei Ragazzi e colaborando com Alfredo Castelli, numa aprendizagem intensa que lhe abriu as portas da Sergio Bonelli Editore, onde, em 1986, a sua sombra literária ganhou corpo definitivo com a criação de Dylan Dog, o detective do pesadelo. A série tornou‑se rapidamente num fenómeno cultural, revelando Sclavi como um dos mais singulares arquitectos do medo. Paralelamente, publicou romances sombrios e viscerais como Dellamorte Dellamore e Nero, obras impregnadas de humor negro, sempre oscilando entre o grotesco e o poético. Mesmo assim, mantêm uma vida discreta: avesso a entrevistas, preferiu sempre o silêncio ao protagonismo. Sclavi permanece como um autor de culto: um contador de histórias que transformou medo, memória e solidão em mitologia, e as suas histórias continuam a lembrar-nos que é no terrível que encontramos a mais profunda humanidade. Giampiero Casertano nasceu em Milão, em 1961, e entrou no mundo da banda desenhada quase criança: aos quinze anos já trabalhava ao lado do seu mestre Leone Cimpellin, para quem fez a arte-final de aventuras que lhe abririam caminho para voos maiores. Nos anos seguintes, movido por um talento inquieto, passou pelas páginas de Boy Music onde chama a atenção de Alfredo Castelli, que o levou para a Sergio Bonelli Editore. O artista encontrou o terreno fértil onde o seu traço sombrio e expressivo floresceria: começa por auxiliar Carlo Ambrosini em Ken Parker até ser integrado em Martin Mystère, e depois — de forma decisiva — em Dylan Dog, série na qual se tornaria um dos desenhadores mais emblemáticos. Casertano também percorreu outros mundos narrativos, desde Napoleone e Le Storie, a Tex (onde se mantêm), sempre com um estilo capaz de transformar silêncio em atmosfera e luz em inquietação. Casertano é considerado como um dos grandes arquitectos visuais do fumetto italiano: um artista que, entre sombras e linhas, ajudou a moldar o imaginário de gerações de leitores.





